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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Velocidade da luz pode variar e vácuo não existe, propõem físicos

Com informações do EPJD - 09/04/2013
Vácuo não existe e velocidade da luz pode variar, propõem físicos
Partículas virtuais pululam do que se convencionou chamar de vácuo - um vácuo que está longe de ser vazio - alterando a velocidade da luz. [Imagem: Springer]
 
 
Partículas virtuais
A velocidade da luz é, segundo a teoria da relatividade de Einstein, o limite universal de velocidade, não podendo ser superada por nada.
Agora, porém, duas equipes de cientistas estão afirmando que a velocidade da luz pode não ser fixa.
Segundo eles, partículas efêmeras que surgem do vácuo podem induzir flutuações na velocidade da luz.
Dois artigos publicados no último exemplar do European Physical Journal desafiam a sabedoria convencional sobre a natureza do vácuo.
Em um deles, Marcel Urban e seus colegas da Universidade de Paris-Sud, na França, identificaram um mecanismo de nível quântico para interpretar o vácuo como sendo preenchido com pares de partículas virtuais com valores de energia flutuantes.
Como resultado, as características inerentes do vácuo, tal como a velocidade da luz, podem não ser uma constante, mas apresentar valores que variam.
Enquanto isso, em outro estudo, Gerd Leuchs e Luis L. Sánchez-Soto, do Instituto Max Planck para a Física da Luz, na Alemanha, sugerem que as constantes físicas, tais como a velocidade da luz e a chamada impedância do espaço livre, são indicações do número total de partículas elementares da natureza.
Vácuo não existe
O vácuo é um dos conceitos mais intrigantes da física.
Quando observado no nível quântico, o vácuo a rigor não existe, ou, pelo menos, ele não é vazio.
O que é chamado de vácuo está cheio de partículas virtuais continuamente aparecendo e desaparecendo - como pares de elétrons e pósitrons ou quarks-antiquarks.
Essas partículas efêmeras são partículas reais, conforme já se demonstrou em experimentos que geraram luz a partir delas - o único detalhe é que seus tempos de vida são extremamente curtos.
Vácuo não existe e velocidade da luz pode variar, propõem físicos
Será que a velocidade da gravidade pode ser maior que velocidade da luz? [Imagem: K. Thorne/T. Carnahan/Caltech/NASA]
Variação da velocidade da luz
No seu estudo, Urban e seus colegas estabeleceram, pela primeira vez, um mecanismo quântico detalhado que explica a magnetização e a polarização do vácuo - a permeabilidade e a permissividade do vácuo - e da velocidade finita da luz.
O resultado é importante porque sugere a existência de um número limitado de partículas efêmeras por unidade de volume de vácuo.
Como resultado, existe a possibilidade teórica de que a velocidade da luz não seja fixa, como a física convencional considera.
Em vez disso, a velocidade da luz poderia flutuar em um nível independente da energia de cada quantum de luz - ou fóton -, um nível maior do que as flutuações induzidas pela gravidade em nível quântico.
A velocidade da luz seria dependente de variações nas propriedades "vacuométricas" do espaço ou do tempo.
As flutuações do tempo de propagação dos fótons são estimadas como estando na ordem de 50 attossegundos por metro quadrado de vácuo, o que pode ser testado com o auxílio de novos lasers ultrarrápidos.
Vácuo não existe e velocidade da luz pode variar, propõem físicos
Em um experimento que praticamente mostrou que o vácuo não existe, cientistas geraram luz a partir do "nada", algo que também já havia sido demonstrado para a matéria e a antimatéria. [Imagem: Philip Krantz/Chalmers]
Impedância do vácuo
Leuchs e Sanchez-Soto, por outro lado, modelaram pares de partículas virtuais carregadas como dipolos elétricos responsáveis pela polarização do vácuo.
Eles concluíram que uma propriedade específica do vácuo, chamada impedância, que é fundamental para determinar a velocidade da luz, depende somente da soma dos quadrados das cargas elétricas das partículas, mas não das suas massas.
Se a ideia estiver correta, o valor da velocidade da luz, combinada com o valor da impedância do vácuo, dá uma indicação do número total de partículas elementares carregadas existentes na natureza.
E os resultados de experimentos recentes parecem dar suporte a essa hipótese.
Bibliografia:

The quantum vacuum as the origin of the speed of light
Marcel Urban, François Couchot, Xavier Sarazin, Arache Djannati-Atai
The European Physical Journal D
Vol.: 67 (3)
DOI: 10.1140/epjd/e2013-30578-7

A sum rule for charged elementary particles
Gerd Leuchs
The European Physical Journal D
Vol.: 67 (3)
DOI: 10.1140/epjd/e2013-30577-8

10.1140/epjd/e2013-30577-8
Luis L. Sánchez-Soto
The European Physical Journal D

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terça-feira, 9 de abril de 2013

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quarta-feira, 3 de abril de 2013

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terça-feira, 2 de abril de 2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

3 fatos curiosos sobre mentiras e mentirosos

juliamatrav 1 de abril de 2013
Por Júlia Matravolgyi
Uma mentirinha aqui, outra ali. Quem nunca? Ao longo da história muita gente forjou a própria realidade, seja em benefício próprio, de seu país e até mesmo sem um motivo aparente. As mentiras podem ter várias dimensões ou consequências, mas algumas pessoas são capazes de superar qualquer expectativa: o que dizer, por exemplo, do golpista que tentou vender a Torre Eiffel logo depois da Primeira Guerra Mundial?
Nesse primeiro de abril, o internacionalmente famoso dia da mentira, o História Sem Fim fez uma seleção de fatos curiosos sobre a mentira e os mentirosos que se deram bem contando histórias absurdas. É ver (ou melhor, ler) para crer.
3. O homem que vendeu a Torre Eiffel

Ele era tcheco, mas isso não o impediu de vender a Torre Eiffel… duas vezes.
Victor Lustig vivia praticando golpes no início do século XX. A primeira vez que “vendeu” a famosa torre francesa foi em 1925, quando reuniu 6 empresários sucateiros em um luxuoso hotel em Paris. Identificando-se como o diretor do Ministério dos Correios e afirmando que o governo não tinha mais condições de arcar com os custos de manutenção do monumento, convenceu a todos que a torre seria, de fato, vendida – seu material deveria ser derretido e posteriormente comercializado como sucata.
O discurso funcionou tão bem que, no final do mesmo dia, Lustig fechou negócio com o empresário André Poisson – com direito até a um suborno para que ele tivesse preferência na compra.
Assim que conseguiu colocar as mãos na grana, o tcheco fugiu. Mas Poisson ficou em Paris e, ao perceber o golpe, não teve coragem de denunciar o farsante com medo do vexame da situação. Dá para entender o motivo, né? Percebendo que o golpe não fora noticiado, Lustig voltou a Paris certo tempo depois e tentou aplicar o golpe novamente. Não deu certo. Mas mesmo assim ele não foi preso.
O mais impressionante é que Lustig não foi o único espertinho a tentar vender grandes monumentos. O norte-americano George C. Parker ficou mundialmente famoso por vender para turistas afortunados objetos muito simples como a Estátua da Liberdade e a Ponte do Brooklyn – tinha muita gente interessada nesta última, aliás. De acordo com depoimentos do próprio Parker, ele chegou a vender a ponte cerca de duas vezes por semana por anos seguidos.
Parker alegava que os turistas poderiam ganhar muito dinheiro com a quantidade de carros que entrava e saia de Nova Iorque todos os dias. Alguns desses clientes chegaram a ser presos quando tentavam construir pedágios no local.

2. Orson Welles e a invasão alienígena
Essa você provavelmente já conhece, mas a gente conta mesmo assim. Tudo começou com um mal entendido… que foi ouvido por milhões de pessoas. O ano era 1938 e, ao final do dia, como em muitos países do mundo, os norte-americanos estavam em suas casas ouvindo rádio. Welles era responsável por um programa da rádio CBS e, naquela ocasião, decidira apresentar uma adaptação da obra Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, que narra uma invasão alienígena. Ao lado de seus roteiristas, o apresentador optou por adaptar a obra para o presente, transportá-la de Londres para Nova Iorque e apresentá-la em forma de noticiário – um grande erro, como ficou comprovado no final da história.

No início da transmissão, bem como nos jornais daquele dia, o público fora avisado de que se tratava de uma peça ficcional.  O problema é que nem todos os 6 milhões de ouvintes estavam sintonizados na CBS durante os avisos. Para piorar, a transmissão acontecia da seguinte forma: a música tocada era constantemente interrompida por entradas ao vivo dos repórteres que anunciavam a queda de meteoros e o surgimento de monstros vindos de outros planetas, construindo uma tensão crescente.
Acredita-se que mais de 1 milhão de pessoas levaram a invasão a sério – o que resultou em ruas cheias, linhas telefônicas congestionadas, e muito trabalho para a polícia. Algumas testemunhas acreditaram, por muitos anos, ter realmente sentido o cheiro do gás tóxico usado como arma pelos invasores.

1. Mentira tem perna curta!
Provavelmente você já ouviu a expressão, mas não conhece sua origem. As pernas curtas em questão tinham dono: o famoso pintor Henri de Toulouse-Lautrec.
No final do século XIX, Lautrec era famoso pelas histórias generosas que contava sobre si mesmo – dizem que seu talento para a mentira era tão grande quando sua vocação artística. Como o pintor tinha um defeito físico que impediu suas pernas de se desenvolverem como o esperado, surgiu a expressão “a mentira tem perna curta”, que usamos até hoje.

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