Por Igor Calazans (igor.calazans@gmail.com)
Assaz Atroz…
Incrível vermos como a terra gira sob às luzes do encanto e
desencanto. Hoje herói, amanhã vilão, depois, insignificante, e, na
morte, lenda. Exemplo de vida e força de vontade até duas semanas, o
paratleta olímpicos Oscar Pistorius tornou-se sinônimo de morte,
repúdio, força bruta e covardia.
Por seu exemplo de vida, suas duas pernas amputadas nunca foram
motivos à pena, pelo contrário, eram referências de amor à vida e luta
pela igualdade humana. Agora, depois dessa “assaz atroz”, devemos sim
ter pena de Pistorius. Pior do que não ter membros é não ter coração.
Acabar com uma vida – a de sua mulher! – representa um tiro no pé, ou,
no caso, na prótese, que ele ostentava com orgulho.
Pistorius sempre quis mostrar sua capacidade de superação. Buscou de
todas as formas se igualar aos “normais”, sendo o primeiro atleta
paralímpico a disputar uma Olimpíada. Infelizmente, ele conseguiu isso.
Virou tão normal, que suas virtudes não fazem mais efeitos. Serão sempre
desconfiadas em sombras de sua vileza. Deus tirou suas pernas para que
ele fosse exemplo, e olha o que ele fez com as mãos?
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